Der Jaguaro

Sobre Moral e Roedores

Outubro 17, 2009 · 2 Comentários

Dentre algumas definições possíveis para o vocábulo “Moral”, estão:  Estado de espírito; Conjunto de regras de conduta; Conclusão que se tira de uma obra, fábula; Relativo aos princípios do bem e do mal [ Ref.: Dic. Houaiss]. Aqui, irei me ater aos dois primeiros significados apenas – e somente apenas – no âmbito pessoal (visto que aplicar ao coletivo social consiste numa prática complexa).

A honra advém de um estado de espírito acima da média – atualmente bem baixa e que piora dependendo da localidade geográfica e cultura – e é constituída a partir de uma base moral forte. Ao contrario do que dizem, honra não é apenas o respeito ao próximo ou responsabilidades profissionais. Honra significa total dedicação aos ideais formados pela aplicação das virtudes da moral. Obs: Politicamente falando, esquerdistas NUNCA terão a diginidade de possuir uma honra pelo fato de toda a ideologia esquerdista se basear exclusivamente na destruição da honra e moral, qualquer ou quaisquer que seja(m) ela(s).

Construir uma moral no peito e na mente já é extremamente difícil dado o contexto dos dias atuais, imagine mantê-la frente a diversos focos de contaminação externa. Quando tudo se encontra destruído e em frangalhos, um grande e avacalhado carnaval com os piores tipos possíveis surge a pergunta: “porra, pra quê gastar tempo com algo que vai acabar?”. A resposta: o indivíduo ergue os tijolinhos, produz toda a argamassa e na primeira oportunidade permite que um agente externo perfure a barreira moral que ele tanto se dedicou e demorou a construir. E vou além: Em alguns a contaminação é tão aguda que eles passam a integrar, completamente, o lado podre.

É aí que entram os roedores. Roedores são criaturas furtivas, covardes, desleais com os semelhantes e (onde há humanos) imundas. Não é culpa deles, devido a posição ingrada na cadeia alimentar. Entretanto, um ser humano que imita tais atitudes/comportamentos deve ser, com justiça, enquadrado nesse conjunto. Imagino os humanos “podres” como um bando gigantesco desses animais, partindo num frenesi de destruição sem destino certo. O que eles destróem? Tudo, principalmente os valores, cujas consequências de aplicação são responsáveis pelo processo evolutivo humano. Não há distinção de credo, orientação política, sexo, cor e idade. Algumas concessões podem ser feitas no contexto cultural, porém a regra continua essencialmente a mesma.

O grande problema de agora é como elaborar um procedimento para evitar a contaminação pelos ratinhos imundos. Mais tarde discorro sobre, pois agora perdi o “fio da meada”.

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T.Digital x Velocidade

Setembro 25, 2009 · 1 Comentário

Sempre que nossa taxa de transferência de dados  utilizando algum serviço web– comumente conhecida como velocidade da net – nos frustra por alguma razão, lançamos a expressão: “Por que esta porcaria não vai mais rápido?? Queria ter 1 bilhão de Tbps!!”. Seria maravilhoso, mas não é bem assim, infelizmente, que as coisas funcionam.

Começamos pelo entendimento do princípio básico de um sistema de comunicação. Para que seja efetuada a comunicação, primeiramente é necessário que se tenha a Fonte, um Transmissor, um Receptor, o Destinatário e o Canal de Transmissão por onde a informação será transportada.

Para entender da forma mais simples, imagine o processo de envio de uma carta. Tudo tem início com a vontade inicial que alguém tenha de manter contato com outra pessoa distante, não importa o motivo. Esse alguém é a Fonte, e a outra pessoa é o Destinatário. Depois de escrita, dobrada e posta num envelope, a carta precisa ser enviada. Para isso, o alguém aciona os serviços do Correios, que cumprirá o papel de Transmissor e Receptor. Porém, a própria agência necessita de algum meio de transporte para a carta que cubra a distância entre remetente e destinatário e aí entram os transportes aéreos, rodoviários, ferroviários e até fluviais. Esses meios de transporte materializam o papel do Canal de Transmissão.

Sistema de Comunicação simplificado.

Sistema de Comunicação simplificado.

Entretanto, nos sistemas de comunicação os canais de transmissão nunca são os ideais. Vários fatores complicam o cenário: distância, imperfeições e principalmente o ruído. Mas, voltando ao tema do texto, e se tivéssemos um canal ideal? Por que não podemos ter 1 (um) trilhão de Terabits por segundo?

Para entender o princípio, se faz necessário ter em mente a relação:

bps = Log2M x Bauds

Onde:   – bps: bits por segundo;

- Log2M: taxa efetiva de amostragem; M= nº de símbolos;

- Bauds: Símbolos por segundo ou pulsos por segundo.

Em transmissão digital, os circuitos elétricos trabalham com tensões limitadas entre -12V e 12V para amostragem de quantização e, na maioria das vezes, simbologia binária (bit 1 e bit 0). Essas diferenças de voltagem servem para fazer uma separação entre os bits 1 e 0 na leitura do sinal.

O número de símbolos representado por M, é exatamente o número de vezes que o circuito irá dividir a amplitude de voltagem para escrever os dados em bits 1 e 0.

E o ruído, de longe a maior e mais destrutiva imperfeição de um canal de comunicação, distorce esses símbolos de forma desproporcional (o ruído terá sempre o mesmo tamanho independente do número de amostragens). Ou seja, quanto maior a amostragem de quantização maior a destruição do ruído e menores as chances do receptor ler corretamente a mensagem transmitida.

O diagrama abaixo ilustra a situação do sinal receptado (Yn) logo após atravessar o canal:

Ref.: Prof. PhD Aldebaro Klautau - "1stMatLabexercise"

Ref.: Prof. PhD Aldebaro Klautau - "1stMatLabexercise"

Como a anteriormente descrita equação relaciona exatamente o número de bps transmitido com a taxa de amostragem e o bauds, explica-se nossa limitação de taxa de transmissão, lembrando que consideramos aqui um canal ideal.

Em medidas práticas, vamos aos exemplos:

Exp. 1:  O que significaria uma transmissão com taxas de 1Tbps?

1T = 1012 = 1000000000000 bits/s;

p/ encontrar o M:        1012 = Log2M x bauds

M = 21000000000000/baudsn;

Como a pot. de 2 é um valor infinito, seria necessário uma taxa de símbolos (bauds) também muito grande (n=∞). Isso iria sobrecarregar o sistema, da forma como o temos hoje, e você não conseguiria enviar um simples “Oi!” pelos MSN, twitters e blogs da vida.

Se para uma taxa de 1TERAbps o desempenho do sistema deveria ser tão absurdo, imagine 1 bilhão vezes 1TERA. Muita coisa, não?

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Andando na corda-bamba

Setembro 16, 2009 · 6 Comentários

Nossos valores não existem de modo organizado e transparente, e nem sempre é fácil descobri-los. Entretanto, é certo que sempre estão presentes, norteando nossas ações. Frequentemente, entre toda essa trama intricada de valores emocionais e racionais que cultivamos, acabamos por nos confrontar com difíceis dilemas e, para manter o bem-estar, somos obrigados a andar numa verdadeira corda-bamba.

Alcançar o equilíbrio nessa corda não é uma tarefa fácil, para tanto, precisamos entender a verdadeira natureza de nossas motivações íntimas e também os fatores  que influenciam mais fortemente a gênese de nossos valores.

Na perspectiva em que analisamos as forças que movem o homem em sua vida, somos capazes de identificar uma constante inegável – a utilidade. A força que impulsiona o homem em lutar por objetivos é a utilidade.

A princípio, a afirmação acima mencionada pode denotar um ar de egoísmo. Porém, não digo que as pessoas não se importam uma com as outras…digo que se importam por um motivo, já que ações desinteressadas não existem. Nos seres vivos, em toda ação sempre está implícita uma valoração.

Esse utilitarismo não é algo vinculado somente ao homem. Na natureza existem muitos casos de ajuda recíproca, como bactérias, formigas, cupins, etc.

Por conseguinte, o homem associa-se à outro pra aumentar seu sucesso potencial, seu poder e sua influência. Notamos isso nas chamadas parcerias. Para eles, não é fazer tal parceria, porque gostam de ser parceiros, mas porque de alguma forma, será útil para ambas as partes, pois com ela serão capazes por exemplo, de vencer os concorrentes ou de ganhar mais dinheiro do que ganhariam sozinhos.

A atração entre os indivíduos segue os mesmos padrões: só nos atraímos por uma pessoa que satisfaça nossos parâmetros pessoais de par perfeito. Analisamos a pessoa em termos de compatibilidade (a saúde, a aparência, a personalidade, a inteligência, o status social) para então, verificar sua utilidade potencial.

No relacionamento homem e mulher, tais utilidades ficam mais acentuadas. Quando a utilidade parece ínfima, o namoro acaba e colocamos a culpa na chamada “falta de amor”. Achamos que o amor não nasce da utilidade, o que é um erro, já que só amamos algo que adiciona coisa boas em nosso íntimo.

No fundo, gostamos de alguém por um simples e único motivo: porque tais pessoas são úteis à satisfação de nossas necessidades afetivas, que em última análise, estão a serviço dos imperativos da vida. Neste nível, a utilidade da pessoa é medida pela sua capacidade de satisfazer nossas necessidades afetivas.

Partindo pra outro ponto do relacionamento humano, chegamos na amizade. Evolutivamente, é bom ter amigos porque não somos auto-suficientes. E eles nos proporcionam a sensação de segurança por sabermos que sempre estarão dispostos a nos ajudar quando precisarmos, e vice-versa. Não é difícil imaginar que na época anterior ao surgimento das civilizações, em que a vida era uma verdadeira batalha incessante, buscar amizades foi extremamente útil à sobrevivência. Evidentemente, não porque a amizade é natural, mas porque quem ficava sozinho provavelmente terminava por morrer de fome ou devorado por alguma besta faminta. São praticamente inumeráveis os benefícios potenciais da amizade na promoção da sobrevivência em um ambiente hostil.

Não porque a amizade é bela, mas porque foi útil durante nossa evolução enquanto espécie. Portanto, vemos que as amizades baseiam-se em fatores de interesses mútuos.

Com isso, certamente percebemos que nossas ações  e relações são permeadas por muito mais egoísmos do que gostaríamos de admitir.

Para aprendermos a andar na corda-bamba que é a vida, devemos em suma, entender que o utilitarismo move todos os nossos sentimentos. Promover o nosso próprio bem-estar não é sempre tão fácil quanto parece, meus queridos!

Texto por: Karine Lima

Encontre-a em: [www.twiter.com/donakari] or [karinelima86@hotmail.com]

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Sonhos

Setembro 7, 2009 · 2 Comentários

Enquanto não sai o texto sobre Transmissão Digital, escreverei sobre algo instigante – pelo menos para o cara que vos escreve.

Hoje tive um sonho porrada. Por sonhos porradas entendam, caros e esporádicos leitores, aqueles nos quais você é plenamente feliz. Feliz porque tudo dá certo: mais da metade das pessoas são interessantes, mais de metade dos lugares são legais, não te julgam transgressor ferrenho somente porque não concorda com a lobotomia generalizada das pessoas, você consegue sentir.

Faz muito tempo que não sinto nada de extraordinário, na vida real, tanto para mais quanto para menos. Apenas aquela sensação de estar vivo por obrigação moral. Obrigação de seguir regras estúpidas, pessoas cretinas que você tem que aturar, lugares pútridos que tem que viver, etc.

No meu sonho de hoje a situação foi foi diferente. Todos meus amigos estavam reunidos numa única tarefa, num lugar modesto porém demais motivante, moças bonitas e inteligentes andando pra lá e pra cá em trajes minimalistas (:D), nenhuma TV sintonizada em canais abertos por perto, livros (muitos livros), nenhuma criança, gatos, um pitbull e um labrador. Uma grande amiga compartilhando uma conversa gostosa num quarto quentinho.

Pouco depois, acordo. Olhei em volta e percebi cama, mesa, guarda-roupas, cortina, parede…era a p#rra da realidade. Não teve outro jeito, levantei-me e começei o dia.

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“Tio Schopp”

Agosto 5, 2009 · 1 Comentário

NOTA: Esses dias fiquei sabendo de uma repercussão inesperada de meus textos wordpressianos. Pelo visto, há pessoas dispostas a distorcer o conteúdo dos meus textos por pura (falta de) convicção política. E o Pior: fazer fofoquinhas e intriguinhas infantis para meus chefes na vida real envolvendo a imagem pessoal do Alan. Para essas crianças, direciono o seguinte recado: Leiam, por mais penoso que seja, integralmente meus posts. E se, mesmo assim, ainda restarem dúvidas, por favor comentem a postagem que responderei assim que os ver evitando que “coisas” fiquem desnecessariamente pairando sobre cabecinhas mal-intencionadas.

Assumindo que as candinhas de plantão leram toda a nota, segue o post:

É sabido, por todos meus amigos e pessoas mais próximas, que um dentre meus maiores ídolos é Arthur Schopenhauer (1788-1860). Este incrível filósofo alemão, da corrente irracionalista nasceu em Danzig, na Prussia, 22 de Fevereiro 1788 e morreu em Frankfurt am Main, 21 de Setembro 1860.  Pessimista em sua visão do mundo, considerou ser a Vontade a última e mais fundamental força da natureza, que se manifesta em cada ser no sentido da sua total realização e sobrevivência. As considerações de Schopenhauer fazem parte da consicência moderna que é uma das fontes do niilismo europeu. [1] [2]

schopenhauer2

Resolvi publicar dois estratagemas de sua obra, postumamente descoberta e publicada, “A arte de ter razão”. Meu objetivo, ao postar ambos, é dividir com o provável leitor minha admiração e reflexões acerca de tão incríveis obras de um verdadeiro pensador, cujo conteúdo revela-se indispensável ao cotidiano de quem nunca aceita o mundo como pintam ser. Vamos a elas:

ESTRATAGEMA 26

Um golpe brilhante é a retorsio argumenti: quando o argumento que seu adversário quer usar em seu favor pode ser mais bem utilizado contra ele. Por exemplo, ele diz: “É uma criança, não devemos levá-la tão a mal”, retorsio: “Justamente por se tratar de uma criança devemos castigá-la, a fim de que não persevere em seus maus hábitos.”

Aqui, para quem é acostumado a escutar discursos infindáveis de esquerdistas mal-cheirosos, o estratagema do Tio Schopp transforma-se num tesouro. Quem nunca ouviu um marxista nojento recitar, empolgadíssimo, trechos e frases, muitas vezes inexistentes, do famigerado Das capital?

O retorsio argumenti serve muito bem também àqueles já cansados de ter como obrigação refutar argumentações toscas e infantis de quem fala o que pensa saber, ignora ou simplesmente não tem ideia alguma do que abrange o assunto. Exemplo mais comum? Nosso queridíssimo (des)Presidente da República Lula da Silva. Algum mais recente, talvez: Carlos Minc, alucinado sabe-se-o-quê ministro do Meio Ambiente, que nunca pisou em solo amazônico por mais de duas semanas e diz ser o maior combatente do desmatamento. LMAO!!

ESTRATAGEMA 27

Se o adversário inesperadamente se zanga diante de um argumento, devemos insistir energicamente nele: não apenas porque é bom provocar-lhe a ira, mas também porque é de supor que tenhamos tocado o lado fraco do seu raciocínio e que poderemos provavelmente atingi-lo nesse ponto ainda mais do que se pode entrever num primeiro momento.

Quem nunca falou uma obviedade e essa mostrou-se incrivelmente fatídica ao seu oponente? Isso aconteceu aqui, neste blog, com adversários que até mesmo o dono deste considerava inexistentes. Mas, como isso é passado, serve de recado posterior à nota para as lavadeiras presentes no mundo dos blóguis.

Continuando, nada mais prazeroso que ver um marxista-petista contorcendo-se de ravia diante de seu argumento “fatality”. Entretanto, atenção é necessária para não dar mancada ao apenas procurar algo instigante… desta forma a deixa é dada para que o verminoso vermelhinho – ou qualquer oponente que seja – possa aplicar-lhe uma dolorosa rasteira. Fica como dica de reflexão para os leitores esporádicos. ^^

Keep’em away from your precious in life!

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O valor da vida

Julho 18, 2009 · 1 Comentário

Qual o valor da vida?

É com essa pergunta que tento projetar uma reflexão ao leitor. Quanto vale a sua vida? 1 real, vinte, cem mil? Um beijo, um abraço, um sorriso? Uma família, um pai, uma mãe? Talvez tudo isso junto multiplicado por 1.000.000, talvez nada disso.

Minha irmã afirma, erroneamente, que a probabilidade de estarmos vivos é menor que 1% e justamente por isso devemos louvar ao criador por nos dar tamanha oportunidade. Reflita. Se isso fosse verdade, então seríamos todos juntos mais de 6 bilhões de azarados-mor, uma vez que no mínimo outros 40% dentre os 99-vírgula-alguma-coisa% de possíveis mundos estariam a inteira disposição de nossa escolha. Ou Dele, dependendo da abordagem religiosa do leitor.

Dizer que a vida “é bonita e é bonita” não passa de um simplismo sem vergonha. Nós, humanos, somos tudo o que não presta mais um pouquinho assim de ruindade. Num piscar de olhos, todos os bondosos que você ama – ou diz que ama – partem enquanto TODOS aqueles que não prestam continuam firmes e fortes.

Por outro lado, afirmar que a vida não “é tudo sofrimento” não passa de mal caratismo e preguiça aguda de pensar. Se você está sozinho, mal amado, gordo, pobre e feio a culpa é exclusivamente sua: escolhas levaram-te a ruína. A “vida” em questão aqui é feita basicamente disso: escolhas. Acostume-se a isso.

Basicamente, a vida de um sujeito pode ser medida pelo o que ele realizou em vida. Entretanto aí entra um possível paradoxo, assumindo que o “fazer” pontue tanto para os good guys quanto para os bad guys. Então Fernandinho Beira Mar e Madre Teresa teriamambos vidas de alto valor? Fácil, diriam os religiosos: só vale o que Papai do céu mandar. Não creio que seja tão simplório assim. Um grande amigo meu explica isso pela metafísica e  pela Teoria das Cordas.

O hippies afirmam que nós complicamos a tal vida – fumar marica e cantar Raul o dia todo basta. Os ratos dizem ser maravilhosa - nunca foi tão fácil enganar os bestas. Os losers dizem ser uma merda – puta mundo injusto, meu! As beatas confiam em Jesus Cristo pastor delas (caprinas ou ovinas, rá!) e por isso nem pensam na vida.

Afinal, qual o preço real da vida? Vale a pena viver? Vale a pena morrer? Sem sofismas, sem relativismo e romancismo barato. Esquecendo aquela máxima um tanto boboca de Deus e Jesus Cristo pastor, deixando de lado o niilismo egoísta e destruidor, raciocinarei e postarei minhas ponderações mais tarde.

Cheers!

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Denúnica: (des)navega Pará

Julho 15, 2009 · Deixe um comentário

Caros leitores esporádicos,

A excelentíssima (des)governandora do estado do Pará, (des)respeitável senhora Ana Júlia, sobre as atribuições educacionais do programa NAVEGAPARÁ através da SEDECT, diz:

Na área de educação está implementando um conjunto de ações para consolidação de uma estrutura de telecomunicações que propicie o oferecimento de serviços de conectividade de alta velocidade no âmbito do Programa Navegapará

Mentira!!

Prova: sou mestrando do PPGEE do ITEC, UFPA. Uma das pesquisas de campo para levantamento de dados da propagação de sinal do hotspot da Motorola no município de Marituba, executada pelo LEA, consistia em simular uma conexão ao serviço web. A escola, no caso, não tinha UM ÚNICO COMPUTADOR, para o fato ser bem resumido, e os equipamentos de vários participantes da expedição FORAM ROUBADOS!! Isso mesmo: houve assalto, com perigo real de latrocínio.

Bem, mas essa história é old (2008). Vamos para outra parte do texto:

A SEDUC vem preparando suas unidades escolares para recebimento dos equipamentos que proverão esse acesso. O Programa NAVEGAPARÁ (…), a inclusão social e digital dos alunos, professores e comunidade em geral.

Oh, really?

No começo do mês de junho (06/2009), terminei um pré-projeto para levar conectividade de um padrão privado de WiMAX (802.16e), fornecido pela Alvarion. Numa das reuniões com os líderes comunitários da ilha do Combu, fui informado de que o tão falado navegapará foi prometido há mais de 1 ano, pela governadora, entretanto nunca havia chegado uma única antena por lá… típico.

Já dentro da Ilha.

Já dentro da Ilha.

Bem, finalizando, vou atrás da tal SEDECT procurar apoio para o projeto que maquino por hora. Claro que sem esperança. O melhor agora seria criar uma ONG (nããão!), mas vamos esperar por um milagre.

No próximo post, discriminarei as especificações do meu projeto: Andamentos, parcerias e demais ideias.

Keep it rolling and rolling and rolling! =)

**Post sujeito a atualizações!

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A falsidade em ser humano.

Julho 9, 2009 · Deixe um comentário

Ser humano é muito conveniente. Não temos predadores naturais, estamos cagando e andando para a sempre eficaz Seleção Natural, podemos destruir tudo o que encontrarmos sem que nada de muito grave aconteça. Pelo menos, não enquanto minha geração viver. Matamos nossos próprios espécimes por puro egoímo, covardia, maldade e perversão, não por necessidade.

Isso tá parecendo mais um chororô que alguma crítica qualquer, uma vez que todo mundo já sabe disso e nada pode ser feito – é uma condição inerente ao bicho homem. Ok, mas meu objetivo é um pouco mais acima. Ele atinge o que somente o povo de psicologia pode (ou não!) responder.

Hoje me pergunto se algum dia ainda encontrarei alguém sem o mínimo traço de falsidade. Seria uma condição ideal de relacionamento entre dois ou mais indivíduos. O problema é que raríssimas vezes pude apontar alguém com essa característica.

Somos tão falsos, que simulamos a condição de espécie animal mais racional do planeta. Isso é mentira. Na verdade, o homem é pior até que a Salmonella. Ela te causa caganeira para sobreviver. E você? Faz mal ao próximo por quê?

Minha teraupeuta afirma que isso é uma coisa que eu não posso – no sentido de ter o direito – de exigir do próximo. Talvez ela tenha mesmo razão. Eu não arrisco, não tenho nadica de nada a perder. Não preciso de terceiros para meu desenvolvimento pessoal, apenas para o desenvolvimento material. Esse idividualismo racional deveria ser o bastião da humanidade.

Enquanto isso, meus amigos mais próximos continuarão a ser meus “bichos” de estimação.

Pense nisso, mesmo que apenas por um instante.

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Julho 1, 2009 · Deixe um comentário

“Felicidade não é comer com talher de ouro, enquanto meu filho brinca no esgoto.” – DumDum

Essa frase – na verdade um trecho de rap – deveria ser analisada insistentemente por todo o cidadão paraense. Em especial os que vivem na quente, caótica e imunda Belém do Pará. Transporte público sucateado, gestão pública fraudulenta, violência sem limites e alagamentos por água de esgoto.

Olha que bonito, que legal é ver capital paraense na wikipedia gringa – ou seria a original? Tudo bonito, tudo verde(?), tudo limpinho.  Olha lá a foto da Doca! Será que um canadense, japonês, dinamarquês ou imaginaria, ao abrir tão pitoresca imagem, que aquilo ali não é um igarapé, mas sim um esgoto de cocô e alguns dejetos industriais a céu aberto? Ah, mas é o espaço imobiliário mais caro da cidade, meu bem… xíqui! É, mas avisaram também que é o solo mais instável, argiloso (mole) e perigoso para a construção civil? E olha, já têm duas “torres gêmeas” embargadas.

O engraçado é não mostrar a favelização generalisada da orla, ponto de escoamente de tudo o que é ruim para uma sociedade civilizada. Que se tu fores estudar na Universidade Federal do Pará, tem que passar por no mínimo dois (2) bairros extremamente pobres, carentes, desamparados pelo poder público e por isso muito, mas muito perigosos? E o projeto da governadora de enviar sinal de WiMAX (dizendo ser internet) para escolas públicas sem um único computador, então?

Falando em tecnologia, aqui no Pará da Fafá de Belém, tu compras celular não pela interatividade virtual (virtual mesmo, pois acesso a serviços web só pagando, e caro, pra operadoras lá do sudeste), mas pela câmera, pela fama da marca. Pagam, os cabocos, R$1.770,00 só para xarlá no xópis(sic), no Líder ou na nova BigBen. Tirando fotos, claro.

Fama é a palavra-chave para hipnotizar o paraense médio. Comprou um Honda Civic, Toyota Corolla ou Citroën C4 parcelado em 72 vezes? Parabéns, é o mais novo milionário belenense! Não, não importa se tu comes xibé com charque e açaí a semana inteira, mora numa casa ridícula em uma das várias regiões periféricas, ou não tem absolutamente nenhuma instrução. Não é o paraíso? Antes fosse…

Esqueça a imprensa. Em vais acreditar: Diário do Pará (do multi-criminoso-corrupto Jader) ou O Liberal (do multi-enroscado-mentiroso-baba-ovo-da-globo Maiorana)? Um defende os próprios interesses e tenta destruir os do outro.

Os ratos de Brasília agora querem mudar a representação estrela mais ao alto da bandeira da Federação Brasileira, antes atribuída ao rico estado do PA. Falar na riqueza, é uma lástima incrível um estado tão rico, em diversos aspectos, possuir uma metrópole tão escrota. Se aprovado o projeto a capital nacional dos vermes, ratos, bandidos e homicidas do colarinho-branco agora vai ficar acima do irônico “Ordem e Progresso”. E sabe-se lá onde vão infiar o antigo representado.

O algoz mais perverso do Pará é o próprio povo paraense. Principalmente aquele que habita a Região Metropolitana de Belém. A derrota mais recente para Manaus só expõe ainda mais a precaridade da situação.

Enquanto não arrumarem a bagunça do próprio quarto, a casa vai ruir cada vez mais rápido.

Keep it rolling, buddies!

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Mamãe, sou revoltado.

Junho 29, 2009 · Deixe um comentário

As pessoas se esforçam tanto para serem “diferentes”, radicais e outsider que acabam integrando um grupo social específico gigantesco tão ridículo quanto os tão odiados “comuns”.É um fenômeno curioso, para ser sincero. Ainda não sei exatamente onde começou essa onda, culturalmente falando.

Até os anos 90, os revoltados se preocupavam exatamente em não endossar o estilo de vida generalista, mentiroso e, de certa forma, opressor do povo que não permitia a expressão das dúvidas e frustação daquela geração. O estilo largadão e a indiferença a normas e padrões eram apenas consequência de uma reflexão aprofundada sobre o mundo em que viviam. Haviam os mais empolgados, fato, mas onde não há deles? O agrupamento derivava do interesse mútuo em ser correspondido e apoiado de alguma forma.

Não sei exatamente o que houve: acesso fácil às drogas, falta de orientação… Sei que foi um processo bastante rápido para alcançar tantos adeptos em menos de 5 anos (2004-2009), e que se mostrou incrivelmente eficaz no broadcast público. O processo ao qual me refiro é justamente o que chamo de Mamãe quero ser revoltado.

Os molequinhos de agora criticam tanto aqueles que chamam de boys (denominação que hoje em dia perdeu completamente o sentido) por serem uns iguais aos outros, entretanto repetem insistentemente os gestos e palavras provenientes do coleguinha mais próximo. Os gestos se traduzem na vestimenta/acessórios cada vez mais ridículos e sem nenhuma significância virtuosa. Pensamentos? Só se for uma frase do Das Capital, do discípulo do satã também conhecido por Marx.

Hypes, new ravers, indies, emos… all the same shit! Não se engane: furar a orelha, botar uma roupa escrota e fazer uma tattoo qualquer no antebraço/pescoço/testa não o fará melhor, quer dizer, diferente dos outros. ensamento e atitude verdadeiros vemos cada vez mais no grupo da igreja, nas mesas de restaurantes caretas e cervejarias badaladas do que numa roda de…han… “diferentes”?

Se as pessoas “iradas” de hoje realmente fossem iradas, teríamos pelo menos uma luta ativa pelo direito do cidadão brasileiro em ter governantes decentes, criminosos do colarinho branco que mata criança indefesa na cadeia junto com latrocida, família Sarney e outros déspotas banidos para sempre do Legislativo, pessoas estudando para no futuro realizar a reforma no judiciário…teríamos ATITUDE.

Thanks for your time.

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